“... todo canto de uma casa, todo ângulo de um aposento, todo espaço reduzido onde gostamos de nos esconder, de confabular conosco mesmos, é, para a imaginação, uma solidão, ou seja, o germe de um aposento, o germe de uma casa”
Como seria transferir uma parte da casa para um livro?
"Juntas provisórias" nasce da vontade de aproximar lógicas de funcionamento do espaço a um objeto, no caso, o livro. Assim, a encadernação possibilita a união de dobradiças, capa (de spumapaper) e miolo de papel vegetal.
As imagens que habitam este livro pertencem a dois espaços distintos, dois lugares onde morei. São apenas cantos de paredes, batentes, armários... Nada mais genérico, em sua forma, e ao mesmo tempo, tão específico, dada a sua origem familiar. As fotografias foram impressas em papel vegetal, possibilitando assim, a interferência de um espaço no outro, juntos provisoriamente.
"Juntas provisórias" foi lançado na 8ª Feira Tijuana de Arte Impressa.
A impressão em papel vegetal é resultado de uma gentil parceria com a Kamikaze Publicações.